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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Absorção de nutrientes



  • Terminada a digestão, os nutrientes atingem o tamanho molecular que lhes permite atravessar as paredes do intestino delgado e passar para o sistema circulatório ou sistema linfático, de modo a poderem atingir todas as células do nosso corpo. A este processo chama-se absorção.
  • Para aumentar a área de absorção, nestas duas zonas, as paredes internas do intestino delgado possuem numerosas pregas – pregas intestinais – que, por sua vez, possuem numerosas saliências digitiformes – as vilosidades intestinais.
    Por sua vez, as células superficiais (epiteliais) das vilosidades intestinais possuem pequenas vilosidades – microvilosidades -, que aumentam ainda mais a superfície de contacto entre estas células e os nutrientes que as mesmas vão absorver.

  • Dentro das vilosidades existe uma rede de capilares sanguíneos e um vaso linfático, que recolhem selectivamente os nutrientes:


- Vasos sanguíneos – recolhem os aminoácidos, os glúcidos mais simples, alguns ácidos gordos, as vitaminas hidrossolúveis e os sais minerais. Estes nutrientes são transportados pelo sistema circulatório para o fígado.


- Vaso linfático – recolhe os ácidos gordos, o glicerol e as vitaminas lipossolúveis. Os nutrientes recolhidos são transportados através do sistema linfático até ao sistema circulatório.

Tubo digestivo - Intestino grosso


  • Órgão mais largo que o intestino delgado.

  • É constituído pelo cego, cólon e o recto.

  • É no intestino grosso que se dá a absorção da água e dos sais que não foram absorvidos no intestino delgado e é onde as substâncias não digeridas sofrem a acção das bactérias intestinais.

  • Estas bactérias têm três funções fundamentais:
    - decompor as substâncias não digeridas;
    - digerir algumas fibras vegetais;
    - a vitamina K e algumas vitaminas do complexo B.

  • Da acção conjunta das bactérias e dos movimentos peristálticos resultam as fezes, que são expulsas pelo ânus num processo denominado defecção.

Tubo digestivo - Intestino delgado



  • O intestino delgado está dividido em 3 partes: o duodeno, o jejuno e o íleo.
  • Assim que entra no duodeno, o quimo, composto por glúcidos, proteínas e lípidos parcialmente digeridos, recebe as secreções produzidas:

- pelo fígado – a bílis

-pelo pâncreas – o suco pancreático.


  • O quimo vai sofrer ainda a acção das secreções produzidas pelas paredes do intestino – o suco intestinal ou entérico, composto essencialmente pelas seguintes enzimas:

- maltase, lactase e sacarase, que decompõem os glúcidos até à sua forma mais simples, denominada glucose;
- peptidases, que decompõem as proteínas mais simples em aminoácidos.


  • No jejuno, através dos movimentos peristálticos e de outras contracções, age também de uma forma mecânica sobre o quimo, misturando-o com os sucos e produzindo o quilo - produto final da digestão.

    Acção enzimática no intestino delgado:
  • A amílase pancreática decompõe os glícidos em maltose. A maltase intestinal decompõe a maltose em monossacarídeos (glicose).
  • A tripsina pancreática decompõe os polipeptídeos em peptídeos. As peptidases decompõem os peptídeos em aminoácidos.
  • A lípase intestinal e a lípase pancreática decompõem os glicerídeos em ácidos gordos e glicerol.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tubo digestivo - Estômago


  • Órgão em forma de bolsa, de parede muito musculosa, onde os alimentos permanecem cerca de 2 a 3 horas.

  • O bolo alimentar entra no estômago através da cárdia.

  • Os movimentos peristálticos do estômago misturam o bolo alimentar com as secreções gástricas.

  • As paredes do estômago apresentam glândulas gástricas que segregam o suco gástrico (contém enzimas, ácido clorídrico, muco).

- o muco protege as paredes da acção do ácido clorídrico.
- as enzimas gástricas são, essencialmente, a protéase pepsina (inicia a digestão das proteínas) e as lípases, que iniciam a digestão de alguns lípidos.
- o ácido clorídrico baixa o pH do estômago para cerca de 1 a 3, facilitando a acção das enzimas e eliminando a maioria das bactérias que existem nos alimentos.

  • Desta dupla acção (movimentos peristálticos e suco gástrico) resulta uma mistura semilíquida e espessa, denominada quimo. Este passa por jactos intermitentes através do piloro, para o duodeno.

Acção enzimática no estômago

  • A pepsina desdobra as proteínas em moléculas mais simples – peptídeos.

Tubo digestivo - Esófago


  • Conduz os alimentos ao estômago

  • Propulsão do bolo alimentar através do esófago não é voluntária e ocorre por contracções e distensões dos músculos deste órgão – movimentos peristálticos (acção mecânica).

  • Os movimentos peristálticos empurram o bolo alimentar até à cárdia (esfíncter de entrada no estômago), que abre para o deixar entrar no estômago.
  • Estes movimentos não acontecem apenas no esófago. Todos os restantes órgãos do tubo digestivo possuem músculos idênticos que realizam este tipo de movimento e são responsáveis pela progressão dos nutrientes até à sua absorção.

Tubo digestivo - Faringe


  • Porção do tubo digestivo que faz a ligação entre a boca e o esófago.


  • Após a mastigação dos alimentos, estes são engolidos, ou seja, são obrigados a atravessar a faringe e a passar para o esófago.


  • O acto de engolir denomina-se deglutição e é acto voluntário.


  • Durante a deglutição, a epiglote fecha para não deixar o bolo alimentar passar para a laringe e obstruir as vias respiratórias.

Tubo digestivo - Boca


  • Os alimentos são introduzidos no organismo pela boca – ingestão – e podem estar no estado sólido ou líquido.


  • Órgão inicial do tubo digestivo


  • A boca, através da acção dos dentes e da língua, exerce uma acção mecânica de trituração dos alimentos (mastigação). Por outro lado, as glândulas salivares produzem uma secreção, a saliva, com a qual envolvem os alimentos – ensalivação.


  • A saliva possui amílase salivar ou ptialina – enzima digestiva que inicia a decomposição dos glícidos, dando assim inicio à transformação química dos alimentos.


  • Do conjunto de processos físicos e químicos resulta a formação do bolo alimentar.